Na imensidão, perco o olho.
Aos passos lentos, dados ao gracejo do piso.
Um pé torto como eu.
A vida meio torta, desembestada.
O olho perdido ainda não busquei
Vagando sob o chão molhado, olhos molhados
De longe apontam faróis à ponta.
O embaçar de suas luzes.
De perto aponta a beira-mar,
A cabeça que pesada anseia a visão.
O globo ocular, o longe caótico.
O meu corpo é gritante.
As ancas que pesam,
O cisto que dói
O triste que dá,
A forma que fui,
A fome que sou.
PS: Texto adaptado (na verdade plagiado) de Jon Moreira em seu blog ressacadeideias.blogspot.com
Atenciosamente !